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Ex-governador que revolucionou Brasília celebra legado em festa democrática

O médico cirurgião e ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, reuniu amigos e apoiadores em uma celebração que marcou não apenas mais um ano de vida, mas também a oportunidade de relembrar os principais feitos de sua trajetória política. Durante a festa realizada no Restaurante Tia Zélia na Vila Planalto, o político petista destacou as transformações estruturais promovidas em sua gestão entre 2011 e 2014, especialmente no sistema de transporte público e na área da saúde.
Em entrevista durante o evento, Queiroz enfatizou que seu governo foi responsável por quebrar um monopólio que perdurava há cinco décadas no transporte coletivo do Distrito Federal. A licitação nacional promovida por sua administração representou uma inovação sem precedentes no país, sendo a única unidade federativa a realizar um processo aberto para todo o território brasileiro.
A reforma do sistema de transporte resultou na renovação completa da frota, com a aquisição de 2.700 novos ônibus que substituíram veículos antigos e em péssimas condições. O ex-governador destacou ainda a criação do corredor BRT Sul, que conecta Gama e Santa Maria, considerado por ele como o melhor sistema de transporte rápido por ônibus do país.
Durante sua gestão, Queiroz implementou a divisão do Distrito Federal em cinco bacias de atendimento, cada uma operada por uma empresa diferente, quebrando definitivamente o controle monopolístico que caracterizava o setor. Essa reestruturação permitiu maior competitividade e melhor qualidade no atendimento à população.
O político também deixou recursos destinados à construção dos corredores BRT Norte e Oeste, obras que, segundo ele, nunca foram executadas pelas administrações subsequentes. Essa situação exemplifica, na visão do ex-governador, como projetos estruturantes podem ser abandonados por questões políticas, prejudicando a continuidade das melhorias na mobilidade urbana.
Fundo constitucional garante investimentos estratégicos
Questionado sobre a destinação dos recursos do fundo constitucional do Distrito Federal, Agnelo Queiroz explicou que essa fonte de financiamento foi criada especificamente para sustentar áreas essenciais como saúde, educação e segurança. O fundo existe em função da condição especial de Brasília como capital federal, que demanda infraestrutura capaz de atender não apenas a população local, mas também visitantes e pacientes de todo o país.
O ex-governador citou como exemplo a parceria estabelecida com o Ministério da Saúde durante sua gestão, que transformou o Distrito Federal em referência nacional para cirurgias cardíacas pediátricas. Crianças de todas as regiões do Brasil eram encaminhadas para tratamento na capital, demonstrando como os recursos do fundo constitucional podem ser utilizados para beneficiar toda a população brasileira.
Essa experiência na área da saúde reflete a trajetória profissional de Agnelo Queiroz, que antes de ingressar na política exerceu a medicina como cirurgião geral e torácico. Sua formação médica pela Universidade Federal da Bahia e sua especialização em Brasília contribuíram para uma visão técnica e humanizada da gestão pública na área da saúde.
Trajetória política marcada por inovações
A carreira política de Agnelo Queiroz começou na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 1990, quando foi eleito deputado distrital pelo PCdoB. Sua atuação parlamentar o credenciou para três mandatos consecutivos como deputado federal, entre 1994 e 2006, período em que se destacou como co-autor da Lei Agnelo/Piva, que destina recursos das loterias federais ao esporte olímpico brasileiro.
Em 2003, foi nomeado primeiro ministro do Esporte do governo Lula, cargo que ocupou brevemente antes de retornar à Câmara dos Deputados. Posteriormente, exerceu a função de diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre 2007 e 2010, demonstrando sua versatilidade e competência técnica em diferentes áreas da administração pública.
A eleição para governador do Distrito Federal em 2010 representou o ápice de sua carreira política, quando recebeu 66,1% dos votos válidos. Durante seu mandato, implementou políticas inovadoras como o passe livre estudantil, que beneficiou cerca de 165 mil jovens, e promoveu a reforma completa do Estádio Nacional Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014.
Legado de transformações estruturais
Além das reformas no transporte e na saúde, a gestão de Agnelo Queiroz foi marcada por investimentos significativos em infraestrutura urbana, educação e cultura. O programa Acelera DF mobilizou R$ 1,9 bilhão em 184 obras distribuídas por todo o território do Distrito Federal, incluindo ciclovias, praças, creches e sistemas de esgotamento sanitário.
Na educação, sua administração promoveu a primeira reforma em 50 anos do Centro Educacional 1 do Cruzeiro, além de iniciar a construção de 14 creches públicas em diferentes regiões administrativas. Na área cultural, sancionou a Lei de Incentivo à Cultura, que prevê abatimento de impostos para empresas que financiem eventos artísticos no Distrito Federal.
O ex-governador também implementou políticas de inclusão social, aderindo ao Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e ampliando o atendimento noturno em centros de saúde para casos de menor complexidade, melhorando o acesso da população aos serviços básicos de saúde.

Ambiente democrático marca celebração
A festa de aniversário de Agnelo Queiroz foi destacada pelos presentes como um exemplo de celebração democrática e popular, contrastando com eventos elitizados realizados em espaços exclusivos. O ambiente descontraído permitiu que o ex-governador interagisse diretamente com apoiadores e amigos, reforçando sua imagem de político próximo ao povo.
A presença de figuras como Carlos Magno e Chico Vigilante evidenciou a diversidade política e social dos convidados, demonstrando como Agnelo Queiroz mantém relações respeitosas com diferentes segmentos da sociedade brasiliense. Essa característica foi uma marca de sua gestão, que priorizou o diálogo e a construção de consensos.

Repórter Ralph Lichotti - Advogado e Jornalista, Editor do Ultima Hora Online e Jornal da República, Foi Sócio Diretor do Jornal O Fluminense e acionista majoritário do Tribuna da Imprensa, Secretário Geral da Associação Nacional, Internacional de Imprensa - ANI, Ex- Secretário Municipal de Receita de Itaperuna-RJ, Ex-Presidente da Comissão de Sindicância e Conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa - ABI - MTb 31.335/RJ
Por Robson Talber @robsontalber
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